2007/07/22


Serviços Públicos

Ao longo destes últimos anos, os diversos governos, têm andado a dar “cacetada” aos funcionários públicos, usando para isso a nossa muito “idónea” comunicação social, a fim de conseguirem que o Povo, melhor os Zé`s deste pais, interiorizem que haver função pública é mau, pois “...são uma cambada de chulos...”, “... fartam-se de ganhar dinheiro, sem fazerem nada para isso...”. Logo a melhor solução é privatizar os serviços, esquecem-se é de dizer que esses mesmos serviços, quando privatizados, vão custar muitos mais, ao Zé, para os ter, por ironia o Estado vai gastar muito mais a financia-los, do que quando eram estatais.
A única diferença é que nas contas do estado, esses valores não vão constar como salários, nem financiamento à saúde, etc... mas sim como despesas, sendo que o saco das despesas é tão grande que nada se consegue decifrar, isto chama-se enganar os Zé`s, brincando com as contas.

Quem ganha com isso?

São os grandes grupos económicos, que usam a necessidade do Zé para obterem esses serviços essenciais, e se tem dinheiro paga, se não tem “vão para outra freguesa”, o problema é que cada vez menos existem “freguesias” para quem não tem poder económico.

Com tudo isto, o estado não perde só uma vez, perde muitas mais..., e quem é o Estado?

SOMOS TODOS NÓS, MESMO AQUELES QUE NÃO TÊM PODER ECONÓMICO PARA UTILIZAR OS SERVIÇOS PRIVADOS.

Quem tem possibilidades paga, e depois mete no IRS ou IRC, quem perde?

O Estado, pois já deu “subsídios” aos privados e ainda vai restituir parte ou todo o valor que o Zé gastou, por exemplo numa consulta, que nem foi barata.

No entanto quem não tinha para gastar, morreu doente, ou está à espera para ser tratado...

O que está mal nos Serviços Públicos é isto, ver abaixo, no entanto são aqueles que criticam a função pública... que têm estas atitudes.


A Administração do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano (CHNT) ficou completa a partir do início deste mês depois da nomeação de Cláudia Miranda como vogal executiva da mesma Administração.
Cláudia Miranda ainda não tem 20 anos e em termos de currículo está a construí-lo, muito ajudando a actual nomeação política para o lugar de administradora do CHNT. No seu currículo sobressaem as funções de professora substituta do Instituto Politécnico de Bragança, onde seria obrigada a deixar lugar depois de o respectivo titular regressar.
A nova administradora vai auferir o vencimento de 3 000 euros (600 contos) líquidos, acrescidos de automóvel, combustível, telemóvel e algumas despesas de representação. Entretanto, perspectiva-se já que esse vencimento venha a subir para 800 contos líquido s em virtude o actual vencimento ainda corresponder à categoria dos vogais da administração do
antigo Hospital de Bragança e não à categoria de vogal de um Centro Hospitalar.
Porque é que uma jovem sem currículo é nomeada para lugar ... de tanta responsabilidade ... a avaliar pelo vencimento e mordomias?... Será pelas suas eventuais futuras relações matrimoniais com o actual líder distrital da JS?...
Pela ideia que nos "venderam" dele, não nos parece rapaz de deitar a perder as suas convicções políticas por tão pouco!... Mas por que será, então?... Não conseguimos apurar. Objectivamente é o que podemos dizer.
Só para terminar, já está a ganhar como vogal da Administração desde os primeiros dias de Fevereiro, mas ainda não se apresentou ao serviço!...

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    2007/07/13

    Este povo anda a dormir.....

    O Jogo do poder económico anda sofisticado, mas isto só acontece porque os Zé`s do nosso país andam a dormir, este dormir é uma maneira soft de caracterizar a ingenuidade do povo Português, ou será estupidez?

    Quando é que será que os “iluminados” deste país começam a ver e a ler a informação transmitida pelos meios de comunicação Social, nas entrelinhas?

    Será que este povo ainda não percebeu que o ataque aos direitos dos trabalhadores começa sempre pela função pública?

    Sim porque durante estes ataques cerrados na função pública, os órgãos da comunicação social criticam o que de bom e de mau existe a função pública, esquecem-se é de dizer, que são os mesmos que vêm para a televisão a defender as alterações, melhor o roubo dos funcionários públicos, que nomeiam os incompetentes que planeiam o funcionamento destes serviços, restando aos verdadeiros funcionários públicos aplicar estas directrizes, se não....

    A flexigurança vai chegar à função pública, depois vai rápido, rapidinho para os privados, então quando fizer “mossa” nos que agora aplaudem esta flexigurança para a função pública, já vai ser tarde....

    Mas estes Zé`s não se recordam das promessas e certezas dadas pelos que ideologicamente defendem esta flexi...., quando entramos para CEE diziam “...os ordenados vão aumentar para o nível da CEE” e o que aumentou drasticamente?
    SOMENTE O CUSTO DE VIDA.

    ACORDEM......

    Aconselho a ler este estudo para saberem o que no futuro vai acontecer a todos nós se não acordarem...

    Não se esqueçam dos vossos filho, dos vossos netos... pois o mundo que construírem hoje, é o mundo que eles terão amanhã.

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    2007/06/23

    O Direito à Saúde

    A Saúde é um bem essencial, por isso devia estar acessível a todos, sem haver diferenciação do seu poder de compra.

    Mas infelizmente, cada vez mais acentua-se a diferenciação deste direito, sendo que voltamos à velha “história” quem têm possibilidades paga,
    quem não têm sujeita-se.

    Sujeita-se a esperar meses e meses por uma consulta, anos e anos por uma operação...., mas, a quem interessa isto, a quem interessa que não haja um bom sistema de saúde em Portugal ?

    Será por coincidência que ao longo destes anos a qualidade dos serviços de Saúde prestados pelo Estado têm vindo a diminuir de qualidade e de quantidade, ao mesmo tempo que aumenta o numero de serviços nos privados, não,
    não é coincidência, só assim conseguem incentivar os Portugueses com possibilidades financeiras, mesmo que sejam poucas, a deixarem de frequentar os hospitais e centros de saúde públicos para frequentarem serviços privados, pagos a peso de ouro; sendo que no futuro este peso de ouro ainda será maior, pois não terão outra possibilidade que não seja, pagar ou morrer.

    Mas o governo sabe destes custos, e ainda dá incentivos, pois por causa disso é que têm vindo a acabar com todos os sub sistemas da função pública,
    com desculpas que não cabe na cabeça de ninguém, pelo menos de quem está informado.

    Para os portuguesinhos, de Portugal que defendem estas medidas relembro:
    Quem está mal não é quem usufrui, ou usufruiu destes sistemas, quem está mal é quem para ir ao médico precisa de morrer primeiro, logo quem está mal, é que têm de deixar estar mal, né...

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