2008/05/04

Jornalista brasileira demitida por este video

Em tempo de vacas magras, existe sempre quem viva com vacas gordas...
Mas o mais “giro” é que quem vive com vacas gordas, não produz alimentação para as engordar, limita-se a usurpar o pouco pasto que já existe em seu beneficio próprio, deste modo, mesmo sem produzir mantêm enormes pastos para as suas vacas.

Isto é o que acontece com o capital financeiro, que arranja sempre forma de aumentar, sempre mais, os seus lucros... arranjando formas de tirar a quem já pouco ou nada tem.

Isto tudo se passa com a complacência da comunicação social, comunicação esta que pertence a ½ dúzia de senhores que possuem grandes negócios, que não podem ser postos em causa, com o capital financeiro e que desta forma manipulam e suavizam tudo o que se passa e que pode prejudicar o bom nome de gente tão importante...

Quando isso acontece através de alguém que dá mais valor aos valores humanos do que ao seu salário, é despedido... foi o que aconteceu com esta jornalista no Brasil

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2008/04/11

Sim, vale a pena lutar!



Pedro Jorge, Electricista e dirigente sindical, interveio no Programa Prós e Contras de 28/1/2008. Motivo invocado esta semana pelo patronato para lhe mover um processo disciplinar para despedimento: dizer a verdade em público! No vídeo anexo reproduzimos as 4 intervenções de Pedro Jorge no programa. São um libelo à liberdade que nos têm destinado as classes dominantes: a liberdade dos escravos. Por Abril, a luta continua! As liberdades defendem-se exercendo-as!

Nota de Imprensa sobre o Processo Disciplinar levantado a Pedro Jorge

Sobre o processo disciplinar levantado pela Cerâmica Torreense ao trabalhador Pedro Jorge por este ter dito a verdade num programa de televisão.

No programa Prós e Contras da RTP1 no passado dia 21 de Janeiro, Pedro Jorge, trabalhador da Cerâmica Torreense e dirigente sindical, a convite da produção do programa e dando como exemplo o seu próprio caso, afirmou uma verdade indesmentivel “não sou aumentado desde 2003”.

A entidade patronal levantou um processo disciplinar a este trabalhador visando o seu despedimento, alegando hipotéticas perdas de contratos e prejuízos na imagem da empresa.

O Executivo da Direcção Regional do PCP considera esta atitude persecutória, violadora da Democracia e da Liberdade, um ataque à liberdade de expressão e um descarado processo de intimidação e repressão a um trabalhador e activo dirigente sindical respeitado e considerado pelos seus camaradas de trabalho e pelos trabalhadores de Torres Vedras.

As declarações de Pedro Jorge além, de corresponderem à verdade, constituem uma inequívoca denúncia das consequências da política de direita ao serviço do capital contra a classe trabalhadora e vastas camadas da população que o Governo PS pretende agravar com as alterações, para pior, do Código do Trabalho.

A denúncia do aumento da exploração dos trabalhadores, da emigração forçada pelo desemprego e pela procura de melhores condições de vida, do aumento do custo de vida, a exigência de um futuro digno para os trabalhadores e as suas famílias e a afirmação clara de que o país só assim continuará “enquanto os trabalhadores deixarem” foram as verdadeiras razões que incomodaram a entidade patronal.

O processo contra Pedro Jorge vem acrescentar-se a vários outros exemplos de pressões, intimidações e até uma condenação em tribunal de dirigentes e activistas sindicais do distrito de Lisboa. O Executivo da DORL do PCP manifesta a sua inteira solidariedade para com estes trabalhadores e com as suas estruturas sindicais e apela aos democratas que manifestem o seu mais veemente e firme repúdio contra os ataques à Democracia e à Liberdade que proliferam em Portugal.

O Executivo da DORL do PCP chama a atenção das instituições do Estado que têm a responsabilidade constitucional de zelar pelo exercício da Liberdade e pelo funcionamento do regime Democrático para que intervenham, impedindo a continuação deste crime e adoptando medidas que venham a obstar à continuação destas situações anti-democráticas e de recortes a cada dia mais fascizantes.

Apela igualmente aos militantes comunistas, ao povo de Lisboa, aos democratas e aos trabalhadores que, em defesa da Democracia e da Liberdade, contra a política de direita e pela luta e exigência de um política alternativa ao serviço do povo e do país, participem na acção “Aviso Geral” convocada pela CGTP-IN para os dias 16 e 17 de Abril e que no próximo dia 25 de Abril acorram à Avenida da Liberdade exigindo e lutando pelo Portugal de Abril.

O Executivo da DORL do PCP
9 de Abril de 2008

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2007/09/26

DESPEDIMENTOS COLECTIVOS NA CML

Após anos de regabofe, compadrios, incompetências várias, desleixos, corrupções, prémios exorbitantes pagos a administradores de empresas municipais, obras faraónicas, prebendas, regalias, muitos "pópós" para os srs. Directores, depois de Casinos, milhões para maquetes do Frank Gery, ou Gerry, ou o raio que o parta... vai ser preciso pagar a factura... a factura de anos e anos de Câmara Municipal de Lisboa ao serviço dos especuladores, dos pato-bravos, dos chico-espertos e de quem rapinou até ao fim do tacho!

E quem vai pagar a factura? Como sempre sucede no capitalismo, os trabalhadores e a juventude. Os trabalhadores da CML e o povo de Lisboa.

António Costa, "socialista" e presidente da Câmara governada a meias entre o PS e o Bloco de Esquerda, já anunciou:

Despedir 30% dos trabalhadores precários da CML: Contas redondas falamos do despedimento de 400 trabalhadores

Cortar em 30% nos subsídos a atribuir a colectividades e associações.

Pedir um empréstimo à banca para pagar dívidas a curto prazo e dar dinheiro a a ganhar aos banqueiros.

Porque não exigir mais verbas à administração central? Porque não exigir que os edifícios da administração central em Lisboa paguem imposto municipal... como todos os outros cidadãos e até empresas da cidade? Porque não...

Porque é mais fácil despedir e tratar os trabalhadores como números,como objectos descartáveis, porque é mais fácil espezinhar os mais fracos e o povo de Lisboa do que os grandes interesses ocultos e que às claras se perfilam para irem fazendo negócio como sempre. eis porquê!

Dos dirigentes do PS, nada disso nos surpreende: são socialistas que há muito (alguma vez?) deixaram de acreditar no socialismo e mais não são nem ambiucionam do que serem os mais eficazes gestores do capitalismo...

Agora do Bloco de Esquerda? Novidade! Parece qué na CML começaram a fazer política "realista". Governam a CML de mãos dadas com o PS, são cumplices por acção, omissão e silêncio. Serão também responsáveis pelo despedimento de todos e cada um dos trabalhadores precários enquanto continuarem com esta aliança com o PS para "regenerar" a Câmara Municipal de Lisboa com as velhas receitas do capitalismo.

Os camaradas dirigentes do BE são apenas os sócios menores dos tubarões "socialistas" na CML... Estão-se a vender por tão pouco!


Rui Faustino

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